quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pernambuco Sustentável!!!

Pernambuco tem visitado com frequência o noticiário dos principais meios de comunicação da região e do país por conta dos inúmeros investimentos nacionais e internacionais que estão migrando para o Estado. No entanto, desde de 2004, o Estado tem sido um referencial em tecnologia de reciclagem, e pouco se fala nisso. Trata-se da tecnologia desenvolvida pela Celulose Reciclada, uma empresa genuinamente pernambucana, resultado da visão empreendedora de dois amigos de longas datas: Marcelo Peixoto e Ailton Alves.
Logomarca da Celulose Reciclada
Por conta dos laços de amizade com Marcelo e Ailton, acompanho a trajetória da Celulose Reciclada desde o início, ainda quando a dupla enveredava pelos caminhos espinhosos do mercado financeiro. Digo espinhosos porque, conhecendo como os conheço, sei o quanto sofreram com o stress e a insensibilidade reinantes nesta atividade. Pessoas humanas em um meio desumano!
Ailton e Daniel (ao fundo).
No entanto, ao conhecerem o verdadeiro Professor Pardal desta história, o técnico papeleiro Daniel Lauzid, vislumbraram no seu experimento um negócio verdadeiramente sustentável, surgindo dai a Celulose Reciclada. Um desafio que só aqueles que encontram no conceito de sustentabilidade uma esperança de um mundo melhor em todos os seus aspectos, não apenas nas questões econômicas de geração de emprego, renda e lucro, mas também através das questões socioambientais. Sair dos altíssimos spreads do mercado financeiro para a incerteza da economia ecológica foi uma decisão difícil e corajosa para a dupla, agora reforçada pelo terceiro mosqueteiro. Nestes sete anos foram inúmeros os obstáculos, muitos deles acompanhei de perto, muitas vezes como um ombro, ou melhor, ouvido amigo.
Hoje senti uma alegria muito grande! Ao folhear as páginas da última edição do Guia Exame 2011 – Sustentabilidade, quem encontro lá: a Celulose Reciclada, com meu amigo Ailton, juntamente com Daniel, na tradicional pose para foto dos executivos bem sucedidos.
Não vou me alongar no relato sobre a revolucionária tecnologia, porque o Google tá ai é para isto mesmo, basta escrever o nome que você vai saber tudo sobre a Celulose Reciclada. No entanto, para aguçar sua curiosidade, vou dá um empurrãozinho. Eles desenvolveram uma tecnologia que consegue fechar o ciclo da utilização do liner, uma espécie de papel siliconado utilizado em adesivos presentes em muitas das embalagens que utilizamos no nosso dia a dia, e que até então não era reciclado, sendo, na maioria das vezes, incinerados ou jogados nos lixões. Com esta tecnologia, além de se evitar a incineração ou a jogada deste material nos lixões, o processamento do liner resulta em uma pasta celulósica de alta qualidade que é vendida para as fábricas de papel, evitando-se a utilização da madeira na produção de celulose. Cada tonelada de papel reciclado representa a vida útil de 15 a 30 árvores adultas que deixam de ser cortadas. Em relação a utilização da água a economia é impressionante, já que para fabricar uma tonelada de papel a partir da pasta celulósica são necessários 2.000 litros de água, enquanto que no processo tradicional, este volume pode chegar a 100.000 litros de água por tonelada de papel. Você já imaginou o quanto pode-se reduzir no consumo de água se esta tecnologia for divulgada e adotada pela industria do papel mundo afora?
Gente, ela é pernambucana, e só se fala em SUAPE, na COPA 2014, na FIAT, e por ai vai!
Ficou curioso? Vai lá no Google, ou então compre o Guia Exame 2011 – Sustentabilidade.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Agora vai!!! Vamos começar por Fernando de Noronha!!!

Os morros gêmeos e o pôr do sol.
O pôr do sol de Noronha me inspirou a começar! Faz tempo que o blog está pronto, faltava um start. Pois bem este start aconteceu.
Quero compartilhar com os amigos a experiência de ter visitado Fernando de Noronha pela primeira vez. Vai uma constatação: Noronha é tudo o que dizem e mais um pouco! É fantástica!
Navio com estrutura de resort
Na verdade, este primeiro contato só aconteceu por conta de antigo sonho de minha esposa, Poly, de fazer um cruzeiro marítimo. Depois de tantos anos de hotelaria e, principalmente de resorts, confesso que fazer um cruzeiro não estava entre a minhas prioridades. No entanto, me animei  quando Poly me falou que o cruzeiro envolveria Fernando de Noronha. Valeu a pena!!!
Em relação ao cruzeiro em si, valeu por que foi uma nova experiência que agrega muito a minha vida profissional, como professor e pesquisador, e principalmente por que pude confirmar minhas convicções de que o turismo convencional, mesmo que em um confortável navio, com toda uma infraestrutura, de sustentável só tem o discurso. 
Baía do Sancho
Nos cruzeiros, assim como nos resorts, como diria minha amiga Carla Borba, a atividade turística torna-se uma “bolha ambiental que isola o turista de qualquer experiência de estranhamento  com a destinação receptora", ou seja, um simulacro onde a experiência de férias torna-se uma fantasia preparada para o turista. Jean Baudrillard, em "Simulacros e Simulações", critica esse modo de vida contemporâneo onde o que se trata como realidade na verdade são signos (simulacros) que simulam a realidade, tornando o mundo um espaço de relações artificiais. Não é exatamente isso que se vende no turismo tradicional, principalmente nos cruzeiros e nos resorts?
companhia dos golfinhos
Agora, em Noronha a história é outra. Embora haja um histórico de agressões ao ambiente desde a época em que a ilha principal do arquipélago era um presídio, como a drástica diminuição da vegetação natural, e outros problemas como o da investação dos tejús, além da pressão que a ilha sofre por conta da atividade turística, o rigoroso controle que se busca ali tem resposta imediata no equilibrio daquele ambiente. 
Certo que Deus foi extremamente benovolente com aquele pequeno trecho, mas a precoupação em mantê-lo em equilibro, indo de encontro a lógica dominante capitalista do lucro acima de tudo, é que tem feito a diferença em Noronha. Fica a dúvida: até quando vai contnuar a resistência?
O mergulho do albatroz
É impressionante como a natureza responde de forma positiva quando o homem respeita o seu equílibrio. Essa resposta fica evidente quando observamos os golfinhos ao nos aproximarmos da ilha. Na Praia Sueste tivemos outra experiência natural fantástica. Enquanto tomávamos um refrescante banho os albatrozes mergulhavam em busca dos cardumes de agulhas que circulavam entre nós! Impressionante!!!
São muitas as experiências inesquecíveis em Noronha, vale a pena conferir!
Côco verde a R$ 5,00.
De negativo alguns preços. A distância do continente torna caro muita coisa por lá. Paguei R$ 5,00 por um côco verde na Barraca das Gêmeas. Perguntei se o côco vinha de fora, a resposta, com direito a cara feia do atendente, foi de que era produzido lá mesmo! É o preço do paraíso!!!